Associação Cultural Thiasos (http://acthiasos.blogspot.com)

Uma associação juvenil vocacionada para a produção e a reflexão sobre o teatro de tema clássico, a sua recepção e a actualidade da sua mensagem. Um grupo de estudantes, professores e funcionários do universo da Universidade de Coimbra, ao qual és desde já benvindo. Contamos contigo!

Monday, October 09, 2006

Piquena Infância na Fnac (08/10/2006)

Tuesday, August 22, 2006

Nova temporada 2006/2007


Para a nova temporada 2006/2007, o Thiasos pretende:



  • Realizar workshops de Expressão Dramática e Técnica Vocal.
  • Repor a tragédia Suplicantes de Eurípides (data a anunciar, possivelmente no TAGV).
  • Produzir uma nova tragédia, a cargo de Lia Nunes (encenação) e de Carlos Jesus (consultadoria), o Agamémnon de Ésquilo.

Após uma viagem violenta, Agamémnon e Cassandra pararam na Argólida, ou foram desviados da rota e acabaram por ir dar ao país de Egisto. Egisto, que durante esse tempo seduzira Clitemnestra, convidou Agamémnon para um banquete, onde este foi traiçoeiramente morto. Segundo Píndaro e os tragediógrafos, Agamémnon foi assassinado pela esposa sozinho no banho, tendo sido primeiro atirada sobre ele uma peça de roupa ou rede para prevenir resistência. Clitemnestra também matou Cassandra. A sua cólera face ao sacrifício de Ifigénia, e os seus ciúmes de Cassandra são apontados como os motivos do seu crime. Egisto e Clitemnestra então governaram o reino de Agamémnon durante um tempo, mas o assassínio de Agamémnon acabou por ser vingado pelo seu filho Orestes (possivelmente com a ajuda de Electra).

As Suplicantes de Eurípides

As Suplicantes de Eurípides, representadas no contexto da Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.), resulta numa acutilante e sofrida reflexão sobre as consequências da guerra, de todos os tempos. O coro que dá o título à peça é constituído pelas mães dos sete generais que pereceram no cerco de Tebas, aliados de Polinices quando este pretendeu recuperar o poder ao irmão Etéocles.
Em termos mitológicos, portanto, a peça vem no seguimento directo dos Sete Contra Tebas de Ésquilo, do Édipo em Colono de Sófocles e das Fenícias de Eurípides, tratando tema idêntico ao da Antígona de Sófocles – o dever de prestar honras fúnebres aos mortos. O mito é já, contudo, um marco central no Ciclo Épico, com as obras Tebaida e Epígonos, de que nos chegaram apenas escassos fragmentos.
O pano de fundo da peça é o santuário de Elêusis, ao qual se deslocam Adrasto, velho rei dos Argivos, e as sete mães suplicantes, para pedir a Etra que convença o filho Teseu a reclamar junto de Creonte os corpos mortos dos sete generais. Relutante a início, Teseu aceita a tarefa. Chega entretanto um arauto tebano que conta a vontade contrária de Creonte, o que leva o rei de Atenas a partir para Tebas com um exército, que sai vitorioso. Os cadáveres entram depois em cena e, quando as mães os depositam na pira, surge Evadne, viúva de Capaneu, que, em delírio de Bacante, deseja morrer com o marido. Apesar dos pedidos do pai, ela acaba por se suicidar e arder com o marido, nas chamas que considera o seu leito nupcial. Num happy end tipicamente euripidiano, surge ex machina a deusa Atena, formalizando o pacto de amizade entre Argivos e Atenienses.
A guerra (justa e injusta), a morte, o amor e a defesa da Democracia, são estes os grandes temas que Eurípides apresenta e discute em Suplicantes. Uma peça nem sempre fácil de colocar em cena, mas cuja mensagem – grande mérito da tragédia clássica – é de todos os tempos.

Ficha Técnica

Encenação
Carla Braz
Carlos Jesus

Tradução
José Ribeiro Ferreira

Consultor
José Luís Brandão

Figurinos
Maria João Antunes
Inês Santos

Sonoplastia
Luís Albuquerque

Cenografia
Carlos Santos

Luminotecnia
Carlos Santos

Elenco
Ângela Leão (Etra)
Luís Marques Cruz (Teseu)
Artur Magalhães (Adrasto)
Carlos Jesus
Vitor Teixeira
Nélson Ferreira
Sónia Simões
Carla Braz (Corifeu)
Susana Bastos
Ândrea Seiça
Patrícia Ligeiro
Carla Rosa
Carla Correia

Trabalhos Anteriores

Pedras Vivas (texto de Delfim Leão)

As Mulheres no Parlamento de Aristófanes (gravação vídeo)

Epídico de Plauto
(Encenação de Paulo Sérgio Margarido Ferreira)

O Poeta e o Maçador (dramatização da sátira horaciana)





Traquínias de Sófocles
(Encenação de delfim Leão)

Anfitrião de Plauto
(Encenação de Vitor Torres)

Marcial em Trajes de Cena
(Encenação de Carlos Jesus e Carla Braz)




Teócrito e Virgílio (ou Sátira às Mulheres)
(Encenação de Carlos Jesus e Carla Braz)




As Mulheres no Parlamento de Aristófanes

(Encenação de José Luís Brandão)

Porque se trata, antes de mais, em As Mulheres no Parlamento, de fazer aprovar uma nova estratégia governativa que revolucione os parâmetros tradicionais, manifestamente ineficazes, da vida política ateniense, Aristófanes encontra nesta comédia uma oportunidade de parodiar de novo o símbolo máximo da vivência democrática da sua cidade: a assembleia do povo. Ao retomar uma temática que havia desenvolvido já na mais antiga das peças que conservamos da sua autoria, Acarnenses, Aristófanes permite-nos constatar, um quarto de século volvido, as mudanças profundas que se haviam operado na vida ateniense, e, do ponto de vista dramático, duas realizações distintas de um mesmo motivo paródico.

Argumento I
As mulheres, por instigação de uma de entre elas, decidiram deitar mão a todo o tipo de manobra para parecerem homens e, presentes na assembleia, convencê-los a entregar-lhes o governo da cidade. Os meios de que se serviram para assumirem um aspecto masculino foram os seguintes: colocar barbas postiças, vestir roupas de homem, preparar e exercitar o corpo, de modo a darem-se ares o mais possível masculinizados. Uma delas, Praxágora, de tocha em punho, vem cá fora, de acordo com o combinado, e diz: ‘Ó olho brilhante!’

Maria de Fátima Sousa e Silva


Ficha Técnica

Tradução: Maria de Fátima Sousa e Silva
Encenação: José Luís Brandão
Coreografia: Carla Braz
Sonoplastia: Manuel Santos
Figurinos: Luísa Nazaré e Inês Santos
Luminotecnia: Carlos Santos
Cenários: Carlos Santos

Elenco:
Verónica Fachada (Praxágora)
José Luís Brandão (Bléfiro)
Delfim Leão (Cremes)
Carlos Jesus (Homem)
Sónia Simões, Ângela
Susana Bastos
Carla Braz
Natália Alves
Isabel dos Santos
Lia Nunes
Ândrea Seiça
Mariana Matias
Ricardo
Carla Marques
Ana Catarina Rodrigues
Carla Correia

Actividade Recente

2004

V Festival Escolar de Teatro de Tema Clássico

27 de Abril de 2004, no Mosteiro de S. Martinho de Tibães, pelas 11h00m
Traquínias de Sófocles

27 de Abril de 2004, no Mosteiro de S. Martinho de Tibães, pelas 15h30m
Anfitrião de Plauto

28 de Abril de 2004, em Coimbra, no Antigo Convento de Santana (actual Quartel General), pelas 15h30m
Anfitrião de Plauto

3 de Maio de 2004, no Museu de S. Miguel de Odrinhas, pelas 11h00m
Traquínias de Sófocles

3 de Maio de 2004, no Museu de S. Miguel de Odrinhas, pelas 15h30m
Marcial em Traje de Cena – dramatização de epigramas pelo grupo Thíasos



VI Festival Internacional de Verão de Teatro de Tema Clássico


3 de Julho de 2004, em Braga, pelas 21h45, no Museu D. Diogo de Sousa.
Traquínias de Sófocles.

17 de Julho, pelas 22h00, no CAE da Figueira da Foz.
Anfitrião de Plauto.



2005

Workshop de Expressão Corporal por Maria do Carmo Cruz

Dia 1 de Março de 2005
Animação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra para comemorar o Dia da Universidade


Festival Escolar de Teatro de Tema Clássico 2005

Dia 20 de Abril de 2005, Conimbriga, 11h
As Mulheres no Parlamento de Aristófanes

Dia 26 de Abril de 2005, Mosteiro S. Martinho de Tibães (Braga), 11h
Electra de Sófocles (Produção Thiasos/FESTEA)

Dia 27 de Abril de 2005, Museu Monográfico de Conimbriga, 11h
Electra de Sófocles (Produção Thiasos/FESTEA)

Dia 28 de Abril de 2005, Teatro Paulo Quintela – FLUC, 20h
Teócrito e Virgílio (Dramatização do Idílio XV de Teócrito e a Bucólica V de Virgílio)

Dia 30 de Abril de 2005, Viseu, 21h
Teócrito e Virgílio (Dramatização do Idílio XV de Teócrito e a Bucólica V de Virgílio)

Dia 5 de Maio de 2005, Museu Arqueológico S. Miguel de Odrinhas (Sintra), 11h
Electra de Sófocles (Produção Thiasos/FESTEA)

Dia 5 de Maio de 2005, Museu Arqueológico S. Miguel de Odrinhas (Sintra), 15h30
Teócrito e Virgílio (Dramatização do Idílio XV de Teócrito e a Bucólica V de Virgílio)


Festival Internacional de Verão de Teatro de Tema Clássico 2005

Dia 2 de Julho, Pátio da Inquisição (Coimbra), 21h45
Teócrito e Virgílio (Dramatização do Idílio XV de Teócrito e a Bucólica V de Virgílio)

Dia 5 de Julho, Pátio da Inquisição (Coimbra), 21h45
As Mulheres no Parlamento de Aristófanes

Dia 10 de Julho, Museu D. Diogo de Sousa (Braga), 21h45
As Mulheres no Parlamento de Aristófanes


Recitais de Poesia na Livraria Minerva (Rua de Macau, Coimbra), com leitura de textos subordinados ao Mar, ao Natal e um tributo a Sophia de Mello Breyner Andersen.


2006

Dia 1 de Março de 2006
Animação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra para comemorar o Dia da Universidade


Espectáculos inseridos no Festival Escolar de Teatro de Tema Clássico 2006

Dia 3 de Abril de 2006, Paulo Quintela, 21h (Congresso Helena)
Dramatização de Teócrito e Virgílio

Dia 20 de Abril de 2006, Teatro Paulo Quintela, Fac. Letras da U.C. 21h
Suplicantes de Eurípides (Antestreia)

Dia 26 de Abril de 2006, Teatro Paulo Quintela, Fac. Letras da U.C. 11h
Suplicantes de Eurípides

Dia 26 de Abril de 2006, Convento S. Francisco(Coimbra), 15h30
As Mulheres no Parlamento de Aristófanes

Dia 3 de Maio de 2006, Pátio Grego da Faculdade de Letras de Lisboa, 11h
As Mulheres no Parlamento de Aristófanes

Dia 13 de Maio de 2006, Auditório Mirita Casimiro (Viseu) 21h
As Mulheres no Parlamento de Aristófanes

Dia 15 de Maio de 2006, Museu Arqueológico S. Miguel de Odrinhas, 15h
As Suplicantes de Eurípides

Dia 16 de Maio de 2006, Museu Machado de Castro (Coimbra) 21hSuplicantes de Eurípides


Espectáculos inseridos no Festival de Verão de Teatro de Tema Clássico 2006

Dia 9 de Julho de 2006, Braga
Suplicantes de Eurípides, pelo Thiasos do IEC (21h.30m)

Dia 11 de Julho de 2006, Conimbriga
Mulheres no Parlamento de Aristófanes, pelo Thíasos do IEC (21h.30m)

Corpos Sociais


Direcção
Presidente: Carla Braz Coelho
Vice-Presidente: Carlos de Jesus
Tesoureiro: Ândrea Seiça
Secretário: Lia Nunes

Assembleia Geral
Presidente: Cláudia Cravo
Vice-Presidente: Mariana Matias
Secretário: Verónica Ferreira

Conselho Fiscal
Presidente: Carlos Santos
Vogal: Natália Alves
Vogal: Susana Bastos

A Pré- e a História do Grupo

ASSOCIAÇÃO CULTURAL THIASOS
15 anos de teatro amador de tema clássico


Já em Novembro de 1991, alguns dos professores que agora integram o corpo de docentes do Instituto de Estudos Clássicos - então colegas de curso - encenavam, na cerimónia comemorativa da sagração da Sé Velha de Coimbra, um texto original, da autoria de Delfim Leão, intitulado Sé Velha - Pedras Vivas. Essa primeira iniciativa iria conhecer um importante avanço quando em Março de 1992, altura em que discentes do 4º ano de licenciatura organizaram um colóquio subordinado ao tema “O Amor desde a Antiguidade Clássica”, no qual foi apresentada parte do Soldado fanfarrão de Plauto: uma encenação de C. A. Louro Fonseca, também autor da versão portuguesa da comédia
Somente em 1996 se retomou o projecto com a rodagem, em Conímbriga, da versão vídeo da comédia de Aristófanes Mulheres no Parlamento, sob a direcção de Delfim Leão, com o objectivo de aproveitar aquele espaço arqueológico privilegiado.
O passo seguinte foi a encenação do Auto da Alma de Gil Vicente (1997), por José Luís Brandão, com o objectivo de integrar o programa do congresso internacional “A Retórica Greco latina e a sua Perenidade”, organizado pelo Instituto de Estudos Clássicos.
No seguimento destas actividades, formalizou-se a existência do grupo. Desde então o Thiasos apresentou o Epídico de Plauto (1998), encenado por Paulo Sérgio Ferreira, Os Heraclidas de Eurípides (2001), por Delfim Leão, o Anfitrião de Plauto (2002), por Victor Torres e, para comemorar os dois mil e quinhentos anos do nascimento de Sófocles, As Traquínias (2003), por Delfim Leão.
Paralelamente, o Thiasos dramatizou uma Sátira de Horácio, “O poeta e o maçador” (2001), adaptada por Rui Henriques, e o Monólogo do Vaqueiro de Gil Vicente (2001) por Nuno Gertrudes.
Com o surgimento da Associação Promotora de Teatro de Tema Clássico FESTEA, em actividade desde 1998 mas apenas formalizada em 2003 (da qual o grupo é membro promotor), tem início a participação periódica em dois festivais com realização anual: o Festival Escolar de Teatro de Tema Clássico e o Festival Internacional de Verão de Teatro de Tema Clássico. Percorrendo o país com as suas produções, o Thiasos teve ainda a possibilidade de apresentar o seu trabalho ao público estrangeiro, deslocando-se a Segóbriga (XVII Festival Juvenil Europeo Grecolatino de Segóbriga) em 2000 e voltando em 2001 (XVII Festival Juvenil Europeo Grecolatino de Segóbriga), a Itália (XVI Rassegna Internazionale del Teatro Classico Antico - 2001), a Mérida (2002), Puerto de Santa Maria (2004) e Tours (2004).
Em 2004, no contexto das comemorações dos 1900 anos da morte de Marcial, o grupo dramatizou uma série de epigramas deste autor, com vista à reconstituição da sua vida. Deste modo, com a apresentação de Marcial em Trajes de Cena, a cargo de Carla Braz e Carlos Jesus, retomava-se o interesse pela dramatização de textos não dramáticos para sua apresentação ao público mais jovem.
E este trabalho continuou quando, em 2005, os mesmos encenadores apresentaram Teócrito e Virgílio (mais tarde designado Sátira às Mulheres). O ano de 2005 trouxe ao Thiasos uma grande vitalidade, já que foi ainda apresentada a comédia As Mulheres no Parlamento de Aristófanes, com encenação de José Luís Brandão, um dos actores que em 1996 participara na gravação em vídeo da comédia. Foi com esta duas produções que o grupo participou nos festivais de 2005 promovidos pela FESTEA.
Para 2006, o grupo mantém em cena As Mulheres no Parlamento e prepara a apresentação de uma tragédia, As Suplicantes de Eurípides, com encenação de Carla Braz e Carlos Jesus, cuja estreia se prevê para Abril de 2006.
Paralelamente, o grupo em colaborado na animação de eventos culturais com a apresentação de recitais de poesia (não exclusivamente de tema clássico). Esta é uma nova aposta que se tem revelado muito profícua. Os três espectáculos sobre poesia portuguesa ao longo dos tempos, apresentados na Biblioteca Joanina (2004), o recital de homenagem a Sophia de Mello Breyner (2005) e o recital de poemas de natal (2005) são apenas alguns exemplos mais visíveis e recentes.
Comemorando a efeméride dos seus 15 anos de trabalho, num percurso atribulado, consequência das dificuldades inerentes a um grupo universitário, o Thiasos mantém-se firme na sua missão de dar a conhecer a um público alargado a lição tão actual do teatro de tema clássico.



Carlos A. Martins de Jesus
(Vice-Presidente da Associação Cultural Thíasos)

Quem Somos? Onde Estamos?


O grupo de teatro Thiasos, vocacionado para a representação de teatro de tema clássico, está sediado no Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.
De natureza universitária, procura levar aos palcos nacionais e internacionais o teatro greco-latino (ou aí inspirado), demonstrando a sua actualidade.
É composto por estudantes, professores e funcionários da FLUC e fora dela.
Todos são bem-vindos. Os únicos pré-requisitos são o gosto pelo espectáculo teatral e algum tempo livre.
Podes contactar-nos directamento no Instituto de estudos Clássicos ou pelo e-mail thiasos@ci.uc.pt